Estratégia Portugal 2030

As Pessoas primeiro e a procura pelo equilíbrio sociodemográfico

Sendo a sociedade, e nomeadamente as pessoas que a constituem, o centro das preocupações atuais de Portugal e o desafio mais recorrente e operoso, percebe-se a densificação dos domínios e dos eixos estratégicos de intervenção do Portugal 2030, pois, impreterivelmente, a necessidade de uma sociedade mais inclusiva e menos desigual, é tão mais necessária face às consequências sociodemográficas desencadeadas pelo aparecimento da Covid-19.

Efetivamente, a doença Covid-19, refletiu-se, em grande parte, na componente sociodemográfica, pois originou as desigualdades da nossa sociedade, a perda populacional atualmente projetada para 2030, o impacto negativo no índice de natalidade, nos saldos migratórios, no fenómeno de (des)emprego, quer em jovens, quer na faixa etária dos mais adultos.

Segundo as projeções mais recentes, compreende-se que Portugal terá apenas cerca de 8 milhões de habitantes, no ano de 2070, o que salienta a redução de cerca de 23% da população residente, face ao contexto atual. É de salientar, que esta redução incide, maioritariamente, sobre a população ativa, a qual irá obedecer a uma redução de 37% (cerca de 2,5 milhões de pessoas de perda líquida e que fará de Portugal o país europeu com mais população idosa).

No que diz respeito ao mercado de trabalho, Portugal viveu em 2020 uma redução de emprego de cerca de 6,97%, no entanto em 2022, estima-se uma desaceleração desta redução, apesar que é notória a volatilidade deste módulo na nossa sociedade e por consequência, a insegurança das nossas pessoas. E fruto desta insegurança, compreendem-se taxas de natalidade bastante abaixo da média esperada, um saldo migratório positivo, que integra a emigração das nossas pessoas formadas e que, possivelmente, poderiam acrescentar valor à economia e atitude populacional portuguesa. Esta insegurança e vulnerabilidade do fenómeno do mercado de trabalho, é capaz de dominar, numa escala expectável, mas não premeditada, o agravamento da distinção entre os diferentes grupos sociais, as condições de acesso à saúde, à escolaridade e ao isolamento habitacional.

Com efeito, é através desta agenda da Estratégia do Portugal 2030, que se espera a melhoria contínua dos traços populacionais, marcados por uma pandemia e um contexto económico precário. Aguardam-se apoios financeiros que fomentem a sustentabilidade demográfica, a resiliência do sistema de saúde, a garantia de habitação condigna e acessível e o combate à desigualdade e à discriminação.

A Frederico Mendes & Associados atua sempre numa ótica de aliança com as atuais preocupações e com os pilares mais estratégicos do nosso país. Como tal, o trabalho que é, diariamente, realizado pelos nossos consultores, debruça-se também em conhecer os apoios financeiros que procuram estabilizar a discriminação e fomentar o equilíbrio demográfico, como é o caso do Programa +Coeso, que teve lugar no último Quadro Comunitário do Portugal 2020 e que se define por ser um conjunto de programas transversais e multissetoriais dedicados a empresas, entidades da economia social e entidades do sistema científico e tecnológico. Este programa visa a criação de condições para o desenvolvimento social e económico dos territórios, com promoção de emprego qualificado e inovação e transferência de tecnologia. Em termos de pilares, o mesmo assenta no Emprego (Interior, Urbano e Empreendedorismo Social), na Competitividade, Conhecimento e Digital. Prevê avisos com orçamentos dedicados ao Interior do país, adaptados às necessidades específicas destes territórios.

Aguardam-se com os apoios previstos no Quadro Comunitário do Portugal 2030, que Programas semelhantes a este último, auxiliem as empresas e entidades clientes da Frederico Mendes & Associados e que seja líquida a colaboração entre ambas as partes, no sentido de facilitar a integração e apresso pela sociedade no nosso país.

Mafalda Pinheiro | Associate